
- Justiça nega pedido da Feng
- Contrato com a Ticketmaster mantido
- Clube recebe R$ 140 milhões até o fim do ano
O São Paulo ganhou mais uma batalha jurídica na sexta-feira. A Justiça rejeitou o pedido da Feng para anular o contrato firmado com a Ticketmaster, que assume a operação do sócio-torcedor a partir do ano que vem. A empresa também queria que o dinheiro devido ao clube fosse depositado em juízo, e essa solicitação igualmente foi negada.
A Feng argumentava ter prioridade para igualar a proposta de qualquer concorrente interessado no programa. O clube respondeu que o contrato permite a rescisão unilateral com aviso prévio de 180 dias e pagamento de 15% da receita bruta mensal, sem obrigação de dar à gestora a chance de cobrir uma oferta. Pela segunda vez, a Justiça deu razão a esse entendimento. Sem direito a nova liminar, a Feng agora vê o processo seguir o rito comum até o julgamento.
O acordo com a Ticketmaster também cuida da gestão de ingressos do Morumbis e vale R$ 140 milhões até o fim do ano. Desse total, R$ 30 milhões vêm do uso do camarote 29A, e os outros R$ 110 milhões funcionam como um empréstimo, que o São Paulo devolve com a renda dos jogos no estádio, limitada a R$ 1,8 milhão por mês. Com esse teto, a quitação levaria no mínimo 62 meses, ou mais de cinco anos. A Feng, que cuida do programa desde 2021, diz ter levado a receita anual de R$ 7 milhões para mais de R$ 50 milhões e a base de 12 mil para 44,6 mil sócios. O processo principal segue aberto, sem data para julgamento.
Com informações do ge. Leia a matéria original no ge →