
- Clube social tem 99,18% da SAF
- Plano precisa de 51% dos credores
- GDA já investiu cerca de US$ 50 milhões
A venda da SAF do Botafogo para a GDA, empresa do mexicano Gabriel de Alba, ficou mais simples no papel, mas ainda tem uma etapa decisiva pela frente: a aprovação da recuperação judicial. Agora que o clube social controla 99,18% das ações e a Eagle, de John Textor, ficou com só 0,82%, o negócio pode ser fechado com um contrato comum de compra e venda, sem precisar acionar o chamado drag along, que obrigaria os minoritários a vender.
O caminho passa pela Assembleia Geral dos Credores, que o Botafogo espera convocar ainda em 2026. Para o plano de pagamento passar, a SAF precisa de 51% dos votos, e só depois disso as ações mudam de mãos. Enquanto isso, o CEO Eduardo Iglesias vem costurando acordos prévios, como os fechados em setembro com a MLS e com o Ludogorets por dívidas da gestão Textor, e o clube também levou um plano coletivo de pagamento à Câmara Nacional de Resolução de Disputas, da CBF.
A transferência sairá por valor simbólico porque a GDA já colocou cerca de 50 milhões de dólares (perto de R$ 255 milhões) na SAF até setembro, amparada no acordo vinculante assinado em junho, e pediu autorização para um novo aporte em outubro. A leitura é que, com Textor praticamente fora do quadro de acionistas, o risco do negócio saiu da briga societária e passou para o voto dos credores. Ainda não está decidido se o contrato terá de passar por sócios e conselheiros do clube, e essa resposta, junto com a data da assembleia, é o próximo passo a acompanhar.
Com informações do ge. Leia a matéria original no ge →