
- Prazo da Eagle termina neste sábado
- Clube quer comprar as 200 milhões de ações
- Sem compra, Eagle é bastante diluída
O futuro societário da SAF do Botafogo entra em fase decisiva neste sábado (24), quando acaba o prazo para a Eagle Bidco, empresa ligada a John Textor e antiga controladora, exercer o direito de preferência sobre as ações emitidas depois do aumento de capital aprovado em assembleia em setembro. A Eagle teve 30 dias corridos para decidir e, até a véspera, não havia nenhum sinal de que faria o aporte.
Na assembleia, o presidente João Paulo Magalhães Lins avisou que o clube queria ficar com 51% das novas ações, o equivalente a 102 milhões de papéis entre as 200 milhões de ordinárias Classe B. No dia seguinte, o Botafogo depositou mais de R$ 1 milhão para garantir essa fatia. A administradora judicial da Eagle, a Cork Gully, procurou o clube logo depois da reunião para pedir esclarecimentos, mas não houve movimento concreto de compra.
Nos bastidores, esperava-se que a Eagle bancasse os 49% restantes, o que exigiria cerca de R$ 980 mil por 98 milhões de ações. Se o prazo vencer sem interesse, as ações que sobrarem ficam à disposição do Botafogo associativo, que já declarou querer todas e terá cinco dias para concluir a compra. O efeito é uma forte diluição da Eagle e a chance de o clube social passar a deter 99,18% da SAF.
Com informações do Jogada10. Leia a matéria original no Jogada10 →