Botafogo pode assumir 99% da SAF neste sábado se a Eagle de Textor não exercer a preferência

Termina neste sábado (24) o prazo para a Eagle Bidco comprar as novas ações da SAF; sem movimento, o Botafogo associativo ganha controle quase total.

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João Paulo Magalhães Lins, ao lado de Gabriel de Alba, dono da GDA Luma – Foto: Divulgação
Resumo em 10 segundos
  • Prazo da Eagle termina neste sábado
  • Clube quer comprar as 200 milhões de ações
  • Sem compra, Eagle é bastante diluída

O futuro societário da SAF do Botafogo entra em fase decisiva neste sábado (24), quando acaba o prazo para a Eagle Bidco, empresa ligada a John Textor e antiga controladora, exercer o direito de preferência sobre as ações emitidas depois do aumento de capital aprovado em assembleia em setembro. A Eagle teve 30 dias corridos para decidir e, até a véspera, não havia nenhum sinal de que faria o aporte.

Na assembleia, o presidente João Paulo Magalhães Lins avisou que o clube queria ficar com 51% das novas ações, o equivalente a 102 milhões de papéis entre as 200 milhões de ordinárias Classe B. No dia seguinte, o Botafogo depositou mais de R$ 1 milhão para garantir essa fatia. A administradora judicial da Eagle, a Cork Gully, procurou o clube logo depois da reunião para pedir esclarecimentos, mas não houve movimento concreto de compra.

Nos bastidores, esperava-se que a Eagle bancasse os 49% restantes, o que exigiria cerca de R$ 980 mil por 98 milhões de ações. Se o prazo vencer sem interesse, as ações que sobrarem ficam à disposição do Botafogo associativo, que já declarou querer todas e terá cinco dias para concluir a compra. O efeito é uma forte diluição da Eagle e a chance de o clube social passar a deter 99,18% da SAF.

Com informações do Jogada10. Leia a matéria original no Jogada10 →

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