
- Eagle não exerceu a preferência no prazo
- Clube social pode chegar a 99,18%
- Cinco dias para comprar a sobra
O Botafogo associativo está a um passo de ter praticamente toda a SAF nas mãos. A Eagle Bidco, empresa criada por John Textor e que até aqui detinha 49% das ações, deixou passar o prazo de 30 dias para participar do aumento de capital aprovado em assembleia no dia 24 de setembro, e isso abriu caminho para o clube social ficar com a parte que caberia ao americano. A notícia foi dada pelo Canal do Anderson Motta e confirmada pelo ge.
A conta funciona assim: foram emitidas 200 milhões de ações novas, divididas na proporção de cada sócio. O clube social pagou pouco mais de R$ 1 milhão pelos seus 102 milhões de papéis, enquanto os 98 milhões reservados à Eagle ficaram sem dono. Agora o associativo tem cinco dias, contados a partir deste domingo, para ficar com essa sobra, e a projeção é de 99,18% das ações para o Botafogo contra 0,82% da Eagle. Textor reclama que a Cork Gully, administradora judicial da empresa, ofereceu a ele um empréstimo de US$ 200 mil para fazer o aporte sem garantir que as ações ficariam com ele.
A diluição tem efeito prático porque simplifica a venda da SAF ao empresário Gabriel de Alba: basta transferir as ações para a GDA Luma, sem precisar acionar o drag along, mecanismo que obriga sócios minoritários a vender junto com o majoritário. A leitura é que o clube ganha velocidade fora de campo num momento em que o time de Tite já sofreu 51 gols, a pior defesa da era SAF, mas a mudança só se completa quando a compra da sobra for formalizada, dentro desse prazo de cinco dias.
Com informações do ge. Leia a matéria original no ge →