
- Discurso no STF contra a proibição das bets
- Felipe Neto chama a fala de "nojenta"
- Clube mantém apoio ao presidente
Mattheus Montenegro saiu da audiência pública do STF, nesta terça-feira (3), em Brasília, no centro de uma onda de críticas. Em um discurso de cerca de dez minutos contra a Medida Provisória que proibiu as apostas on-line no país, o presidente do Fluminense reconheceu o drama do endividamento das famílias, mas afirmou que ele "não pode ser maior" que o drama de quem vai perder o emprego na cadeia do futebol.
A frase se espalhou rápido pelas redes. O youtuber Felipe Neto chamou a declaração de "uma das falas mais nojentas do século", e o deputado Chico Alencar (PSOL) disse que ela era séria candidata à pior da audiência. Entre tricolores, houve quem cobrasse renúncia ou impeachment. O clube, por outro lado, bancou o presidente e argumentou que o debate precisa levar em conta a falta de uma regra de transição, porque, segundo o Fluminense, o setor gera 640 mil empregos e pode sustentar 2,4 milhões de pessoas.
Na mesma ida ao Supremo, Montenegro já tinha projetado um prejuízo de R$ 200 milhões para o clube com o veto às bets. A leitura é que o Fluminense tinha um argumento econômico concreto para levar a Brasília, só que a comparação entre o desemprego e o endividamento das famílias tirou o foco do número e colocou o presidente, em seu primeiro ano no cargo, contra parte da própria torcida. O caso segue no STF, que ouve clubes e entidades antes de decidir sobre a validade da MP.
Com informações do Jogada10. Leia a matéria original no Jogada10 →