
- Tressoldi cobra R$ 14 milhões do São Paulo
- Laudo não vê dano permanente
- Julgamento em primeira instância na próxima semana
O processo do zagueiro Ruan Tressoldi contra o São Paulo entrou na reta decisiva. O jogador cobra R$ 14 milhões do clube por negligência, e a perícia judicial concluiu que a forma como ele foi usado ajudou a agravar a lesão no menisco lateral, mas não encontrou dano permanente à capacidade de trabalho. O julgamento em primeira instância está previsto para a próxima semana.
O ponto central do laudo é o calendário. Pelos próprios dados de GPS entregues pelo São Paulo, Tressoldi completou quatro jogos em 12 dias entre o fim de abril e maio de 2025, e o perito entende que faltou controle dessa carga. Só que o documento também registra um problema anterior no joelho e classifica a relação entre esforço e lesão como concomitante e moderada, sem atribuir a culpa apenas ao clube.
As duas partes contestam o laudo. O São Paulo quer nova avaliação feita por um médico, porque a perícia foi assinada por um fisioterapeuta, e sustenta que a ruptura veio de desgaste natural. Já a defesa do zagueiro, que operou em julho de 2025 e voltou a jogar em outubro pelo Atlético, discorda da ausência de sequelas e ainda acusa o clube de falta de seguro, tratamento inadequado e atraso em direitos de imagem. A decisão do juiz deve definir o tamanho da conta.
Com informações do Jogada10. Leia a matéria original no Jogada10 →