
- Título inédito da Libertadores Feminina
- Decisão contra o Corinthians foi nos pênaltis
- Contrato de Jonas Urias termina em dezembro
O Cruzeiro feminino conquistou a Libertadores Feminina de forma inédita, e a taça veio embalada por quem estava no centro das críticas durante o ano. A temporada tinha sido frustrante, com eliminação de virada para o Fluminense nas oitavas da Copa do Brasil e queda para o próprio Corinthians nas quartas do Brasileirão. Era o oposto do ambiente de um clube que terminou o ano anterior com o vice-campeonato nacional e a primeira vaga na competição continental.
Na final, no sábado, a goleira Camila viveu os dois extremos. Parte da torcida entendeu que ela falhou em dois dos quatro gols sofridos no tempo normal, mas foi ela quem defendeu a cobrança que garantiu o título na disputa por pênaltis. A atacante Byanca Brasil fez um gol e deu uma assistência, e Letícia Ferreira marcou o gol que levou o jogo aos pênaltis. Camila disse que errou muito no clube e que o ano foi difícil, com sete lesões no elenco.
O técnico Jonas Urias também saiu fortalecido. Desde 2023 foram 101 jogos no Cruzeiro, com 61 vitórias, e o treinador tinha sido alvo de questionamentos por causa dos resultados da temporada. A leitura é que o título internacional apagou parte da pressão e reposicionou o trabalho dele diante da torcida.
O desfecho em aberto fica fora de campo. O vínculo de Jonas Urias termina em dezembro, e as conversas pela renovação existem, mas esbarram no valor do salário.
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