
O Corinthians não quitou nesta terça-feira os direitos de imagem de outubro, referentes ao mês de setembro, e o atraso com os jogadores do time masculino chegou a três meses seguidos. Segundo estimativa da própria Diretoria Financeira, essa conta custa cerca de R$ 10 milhões por mês ao clube, e é o maior atraso do tipo em 2026.
A gestão de Osmar Stabile afirma nos bastidores que trabalha para resolver as pendências o mais rápido possível, mas não definiu prazo. Os atrasos com o elenco começaram em maio e viraram rotina: os salários em carteira já chegaram a sair com uma semana de atraso, embora hoje estejam em dia. Além dos direitos de imagem, a diretoria ainda deve premiações da Libertadores e do Brasileirão.
O peso é maior para os atletas mais bem pagos, que podem ter até metade da remuneração em direitos de imagem. O cenário financeiro é grave: o déficit nos sete primeiros meses do ano chegou a R$ 278,7 milhões, 258% acima do previsto, e o clube está proibido de registrar reforços desde 21 de maio, com três transfer bans em vigor por dívidas de cerca de R$ 21,5 milhões.
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