
- Dívida passou de R$ 1 bilhão em julho
- Fifa impôs novo transfer ban em outubro
- Conselheiros eleitos em 28 de novembro
O próximo presidente do São Paulo vai assumir um clube que não pode registrar reforços. Em outubro, a Fifa aplicou um novo transfer ban por causa de uma dívida com empresários ligados à contratação de Galoppo, e a punição só cai quando o débito for quitado. É o segundo bloqueio recente, porque o clube já tinha cumprido outro, ligado à compra de Marcos Antônio junto à Lazio. Enquanto isso, o endividamento total, que era de R$ 858,2 milhões no balanço de 2025, passou de R$ 1 bilhão num levantamento de julho deste ano.
A eleição tem duas etapas. Os sócios escolhem os 100 conselheiros em 28 de novembro, e o novo Conselho Deliberativo define, na primeira quinzena de dezembro, quem sucede Harry Massis Júnior: Vinícius de Medeiros, da situação, ou Marcelo Portugal Gouvêa, da oposição. Quem ganhar terá pouco tempo, já que os contratos de Dorival Júnior e Lucas Moura terminam em dezembro e o acordo de naming rights com a Mondelēz, de R$ 75 milhões por três anos, vence em 31 de janeiro de 2027. Para fazer caixa, a atual gestão fechou um pacote de R$ 140 milhões com a Ticketmaster, mas R$ 110 milhões são antecipação, a ser devolvida em cinco anos com correção pelo CDI mais 1,99%, o que dá cerca de R$ 22 milhões por ano antes dos juros.
A leitura é que a margem do novo presidente vai ser estreita, porque parte das receitas dos próximos anos já está comprometida e o clube depende de vender jogadores: em 2025, foram R$ 283,7 milhões com transferências, mais do que os R$ 245 milhões de TV e premiações somados. Por isso, a promessa da oposição de reduzir essa dependência esbarra na falta de outra fonte de dinheiro no curto prazo. O primeiro marco é 28 de novembro, quando os sócios vão às urnas para formar o novo Conselho.
Com informações do Jogada10. Leia a matéria original no Jogada10 →